segunda-feira, 18 de abril de 2011

Japão, por Monja Coen

Hoje o artigo não foi escrito por mim ,estou apenas repassando como uma lição de vida,comportamento e de valores. Leiam com atenção cada palavra elas são ensinamentos valiosos...depois repassem!

"JAPÃO


Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.

Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.

Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.

Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras. A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima. A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.

Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.

Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.

Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.

Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.

Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem.

Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.
O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.

Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.

Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.

Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.

Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.

Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.

Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.

Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.

Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.

Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer : todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas."

Mãos em prece (gassho)
( Monja Coen )

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mudanças

Acreditei desde a infância que mudanças eram recomeços ,sempre vinham com aquele ar de festa,gente pra cá e pra lá, papéis , gritaria, sanduiches e vizinhos...velhos e novos.
Passei a encarar isso como diversão ,sem preocupações sempre vendo o lado bom...
Conheço pessoas que detestam mudanças ,tanto faz qual, vem sempre o tal do medo colocando aquela nuvem pesada na cabeça da gente chamada : Dúvida .
Mudei muito ,de casa mesmo, fui pra todos os cantos de São Paulo e depois pra outros países ;a mundança sempre foi divertida mesmo com toda a atrapalhação da Cia de mudanças ,como embrulhar lixo,caixa de fósforo vázia,cinzeiro sujo etc.afinal tudo são histórias que ficam para serem contadas depois...Mas agora é diferente...mudança já não tem mais gostinho de renovação nem é divertida ela lembra cansaço aborrecimentos e medo,lá se foi o gostinho da alegria contagiante,já nem chamamos os vizinhos pra ajudar e muito menos somos convidados pra o cafézinho de boa vinda...pena..Acho que porisso ficamos com medo porque afinal de contas já estamos corfortávelmente no nosso canto e aí lá vem viravolta ...
Preciso mudar ,não só de casa mas também de pensamentos..quero cheiro de alegria de coisa nova ,quero vizinhos se cumprimentando e se não me convidam eu os convido...será que consigo?!?!?!?

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tempos de duvidas!

Quando chegamos em uma certa idade começamos a pensar nas coisas da vida com uma certa impaciência como se o tempo fosse curto demais pra gente obter ou chegar à algum lugar ,a vida como se passasse em um piscar de olhos, nos coloca em situaçoes de dúvidas sobre onde queremos ir o que queremos fazer ou até mesmo se esse é o ponto final!
Chego a uma conclusão que nos dias de hoje mais e mais pessoas estão nessa situação de ponto de chegada sem saber que talvez esse seja o ponto de partida e se embaralham com situações que poderiam estar fácilmente resolvidas a seu favor.
O mundo de hoje nos envolve com informações em demasia e sem falar da rapidez com que elas chegam.As pessoas sentem medo de se envolver nas notícias por mais que elas sejam necessárias ,o medo faz com que nos aprisionemos em nossos mundos e esqueçamos de nós mesmos como ser humano.
A idade seja ela qual for apresentam fases,e dentro dessas fases diferentes medos.O problema são que esses medos acumulados durante a vida nos proíbe de viver de tentar de novo de se lançar de  aventurar...e aí nos deparamos com a ''depressão"!
O momento que nós nos realizamos que já idealizamos todos nossos sonhos, sejam eles qual forem,o tempo pára e é então que deparamos com o medo da velhice ...o que vamos fazer daqui por diante ,para onde seguir que caminho tomar e se vale a pena...é a última fase..pode ser nosso ponto de chegada ou  de partida... depende de nós!!!!!
Alguns anos atraz li uma reportagem de um senhor de 60 anos que resolveu ser médico ,ele seguiu no seu sonho e se formou médico gnecologista.Ele chegou na encruzilhada e optou pela partida...
Também conheci uma outra senhora no salão de cabeleleiro de 74 anos que mora com a filha e toma conta dos netos,estava sentida com a filha que não a ouvia e com os netos que não a respeitavam...o que aconteceu com ela?A meu ver o ponto de chegada dela emparelhou com a da filha e ela esqueceu da seu próprio recomeço...
O mundo joga em nossa frente diferentes oportunidades ou decisões para serem tomadas. O jovem se aventura cai e se levanta de novo,nós que já vivemos a vida deles não queremos mais levar tombos porque o joelho não nos deixa levantar tão fácilmente  e o tombo normalmente machuca e então nos envolvemos em um falso colchão protetor...e deixamos de aproveitar a vida com toda a experiência que ela nos deu!!
Eu gostaria que esse blog fosse para essas pessoas que chegaram nesse ponto de escolha ,que dividisse com outras pessoas suas dúvidas seus medos e seus sonhos e cada um pudesse mudar a história do outro para melhor ...ou que as histórias de uns ajudasse as histórias de outro....







quarta-feira, 8 de setembro de 2010

fim do dia!

chegando 2100 e aí olho pra traz o que levo para amanhã?
Logosofia...fico imaginando o que as pessoas fazem pra sair do fundo do poço ou  para  encontrar -se com o seu eu,como saber o que está certo ou o que nós pensamos estar certo?  de repente  "pá": logosófia :responde tudo? ,não entendo tudo igual a tantas outras filosófias ,o que será que faz as pessoas entrarem em uma ou outra saída,  com que elas dominem o seu eu ????  Complicado ...para hj logosofia foi 2 hours waste of time!
Saber hoje; perdeu um ponto...